25/02/2016 07h35

Apesar do estrago causado pelas chuvas, aulas começam na segunda-feira

Willams Araújo

O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Juvenal Neto (PSDB), garantiu nesta quarta-feira (24), que não haverá novo pedido de adiamento do início do ano letivo, previsto para segunda-feira (29).

Segundo ele, as aulas estão garantidas na rede municipal de ensino, acompanhando o calendário estabelecido pela Secretaria de Estado de Educação, exceto alguns problemas pontuais que porventura ocorram em algumas regiões onde as chuvas continuam castigando, principalmente as estradas vicinais. 

Em 13 de janeiro, a Assomasul pediu ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) o adiamento do ano letivo do dia 15 de fevereiro para o dia 29, alegando impossibilidade devido ao estrago causado pelas fortes chuvas que caíram em Mato Grosso do Sul nos últimos meses.

Neto disse que os prefeitos das cidades mais prejudicadas trabalhavam na expectativa de uma trégua, mas os temporais continuam, acarretando os mesmos problemas de antes, quando vários deles foram obrigados a decretar situação de emergência.

O presidente da Assomasul garantiu que os trabalhos de recuperação continuam nos 38 municípios que decretaram situação de emergência, alguns dos quais, já com reconhecimento dos governos federal e estadual.

“O governo estadual tem nos atendido a medida do possível”, disse Juvenal Neto, referindo-se o deslocamento de máquinas da Agesul para os municípios e a liberação, pelo governador Reinaldo Azambuja, de 20 mil litros de óleo diesel para cada um dos municípios atingidos pelos temporais.

O dirigente voltou a ser queixar da falta de recursos das prefeituras para investimento em infraestrutura e outros serviços essenciais, sobretudo, na queda dos repasses constitucionais, como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Ele reclamou que, para agravar anda mais a situação, a presidente Dilma Rousseff anunciou um corte de R$ 23,408 bilhões no orçamento de 2016, dos quais R$ 8,1 bilhões em emendas parlamentares, o que, segundo o dirigente, vai refletir negativamente na contabilidade municipal.

DIFICULDADES

Apesar do adiamento do início do ano letivo para o dia 29, a situação ainda é de dificuldade por parte de alguns municípios, até porque as chuvas continuam, vindo a deixar as estradas vicinais intransitáveis para o transporte escolar.

Aquidauana  é uma das cidades mais atingidas devido a cheia do rio, tendo inclusive provocado o alagamento de casas, além de outros danos. Mas o prefeito José Henrique Trindade (PDT) informou que a situação melhorou porque o rio Aquidauana baixou o volume d’água.

Ele disse que a Agesul está trabalhando na região a medida do possível, cascalhando algumas vias de acesso as escolas. Nesta quarta-feira, por exemplo, não foi possível continuar com os trabalhos porque voltou a chover.

Apesar disso, as aulas terão início normalmente no dia 29, acompanhando o calendário do ano letivo estabelecido pelo governo do Estado.

TAQUARUSSU

O prefeito de Taquarussu, Roberto Nem (PSDB), contou que não tem condições de iniciar as aulas na segunda-feira (29) porque a situação das estradas vicinais é crítica e não para de chover na região, impossibilitando as máquinas de trabalharem.

Ele disse que uma máquina enviada pelo governo está na cidade, mas não pôde trabalhar porque choveu o dia todo nesta quarta-feira.

“Uma máquina atolou, além do mais você não consegue levantar um aterro, quando consegue a chuva cai e acaba com tudo. Acho muito difícil puxar os alunos na segunda-feira, principalmente na área rural”, disse Roberto Nem”, cujo município também decretou situação de emergência.

Assomasul

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