17/11/2016 08h25

UFGD realiza 10° Encontro do Proler em Dourados

UFGD 10° Encontro do Proler acontece nos dias 22 a 25 de novembro

Com o tema "Território Leitor", o X Encontro do ProLer discutirá de 22 a 25 de novembro, a importância das políticas públicas para a cultura na cidade de Dourados, por meio de mesas redondas, oficinas, minicursos e apresentações artísticas, na Unidade 2 da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), na Cidade Universitária.

A certificação terá carga horária de quatro horas para cada minicurso (quinta e/ou sexta-feira) mais 20 horas referentes às quatro noites de mesas redondas (de terça a sexta-feira).

O ProLer

Programa Nacional de Incentivo à Leitura – tem como finalidade contribuir para a ampliação do direito à leitura, promovendo condições de acesso a práticas de leitura e escrita críticas e criativas. Em Dourados, o evento está em sua 10ª edição alicerçado no objetivo de incentivar a prática da leitura e da escrita na construção da cidadania.

O Encontro é realizado pelo Comitê ProLer de Dourados, que é vinculado a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e formado por representantes de instituições de ensino da educação básica e superior.

Os Comitês ProLer são entidades sem fins lucrativos, compostas por um coordenador e profissionais envolvidos com leitura - professores, pesquisadores, escritores, bibliotecários - pertencentes a diversas instituições. Os Comitês atuam na implementação das atividades de práticas leitoras, na formação de agentes de leitura, na valorização e utilização de bibliotecas públicas e escolares.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

22/11 – Local: auditório da unidade II - UFGD
18h – Credenciamento
19h – Mesa de abertura
Homenagem aos 45 anos do Curso de Letras
Concerto daOrquestra UFGD

Mesas-redondas: Local: auditório da unidade II - UFGD

23/11 – 19h: Políticas Públicas para a Cultura: “a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão e arte.
Célia Regina Delácio Fernandes (UFGD); Fernando de Castro Além (PPGH/ UFGD); Gil Esper (UFGD). Mediador: Damião Duque de Farias (UFGD)

24/11- 19h: Viver (de) Literatura: trajetórias e desafios de [email protected] douradenses
Brígido Ibanhes (ADL); Fernanda Ebling (UEMS); Odila Lange (ADL). Mediador: Luciano Serafim (Escritor)

25/11 – 19h: Apresentação Teatral  “Cantigas dum fazedô” (Tri-Ato Núcleo Cênico)

20h: Teatro e Literatura: aproximações e interfaces
Emmanuel Marinho (Poeta); Igor Schiavo (UFGD); Junia Cristina Pereira (UFGD)
Mediador: Michel Mauch (UFGD)


Minicursos PROLER  2016

Quinta-feira, dia 24, das 13h30min às 17h30min


Minicurso 01: Perspectivas e possibilidades da semiótica plástica nas aulas de Língua Portuguesa
Ministrantes: Eliane Aparecida Miqueletti (UFGD); Anailton de Souza Gama (UEMS)
Data: 24/11/2016    (quinta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: Neste minicurso, trabalhamos com a análise e a interpretação de textos presentes em livros didáticos de Língua Portuguesa e, a partir da semiótica plástica, um dos desdobramentos da semiótica de linha francesa, indicamos possibilidades de enriquecimento da leitura/análise de textos sincréticos, que são construções textuais que articulam várias linguagens, entre elas a visual e a verbal, na constituição de determinado efeito de sentido. Entre os teóricos que fundamentam as discussões estão Floch (1985), Barros (2005), Fiorin (2005), Greimas & Courtés (2008) e Teixeira (2014). Pretendemos, assim, contribuir para uma proposta metodológica que auxilie na abordagem dos textos sincréticos em sala de aula, ampliando a competência de leitura dos educandos.
Palavras-chave: Leitura. Semiótica Francesa. Semiótica Plástica. Texto sincrético.


Minicurso 02: A arte da contação de histórias: patrimônio cultural no contexto escolar
Ministrantes: Ana Karoliny Teixeira da Costa (UFGD); Markley Florentino Carvalho (UFGD)
Data: 24/11/2016    (quinta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: A proposta da contação de histórias pela temática do patrimônio cultural tem a finalidade de discutir a prática no contexto escolar à tona das memórias de narrativas, as quais implicam no ato de relembrá-las e recontá-las com vistas à recuperação da oralidade. Junto a esta proposta, cabe questionar a importância da narrativa na contemporaneidade, bem como, o leque de possibilidades que se abrem para pensar a prática de contação de histórias nos dias de hoje, uma vez articulada às outras artes e aos múltiplos sentidos que constituem a nossa cultura e o patrimônio cultural, principalmente relacionado com a escola e a cidade de Dourados. Como veremos, a prática cultural da contação de histórias acompanha o homem há muitos anos – e não apenas isso –, ela se transforma, adapta-se, fragmenta-se, reconstrói-se, conforme a necessidade humana. Dito isto, cabe questionar: de que forma a oralidade se apresenta hoje? Qual a sua importância? Quem são agentes produtores de oralidade? E, ainda, quais as possibilidades que se abrem para uma nova forma de fazer e se relacionar com a literatura oral, a partir do diálogo possível entre a narrativa e o patrimônio cultural regional?
Palavras-chave: Contação de histórias. Patrimônio cultural. Escola. 

Minicurso 03: A literatura pós-colonial em língua inglesa
Ministrante: Leoné Astride Barzotto
Data: 24/11/2016    (quinta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: O minicurso almeja investigar algumas manifestações literárias, as quais expressam diálogos culturais pós-coloniais, em língua inglesa; com visada especial às literaturas produzidas na América Latina e no Caribe. No entanto, a língua inglesa em foco não é a língua academicamente consagrada, mas sim a linguagem híbrida, miscigenada e afetada culturalmente pela força dos movimentos migratórios, a ponto de ser considerada, hoje em dia, uma língua franca ou de baldeação global. Neste sentido, enfocam-se, sobremaneira, os movimentos diaspóricos e migratórios existentes entre as Américas que, de uma maneira ou de outra, são expostos na linguagem e na literatura de forma a configurar os diálogos culturais interamericanos na contemporaneidade. Para tal, as mobilidades culturais, as literaturas pós-coloniais e a hibridização são pontos de destaque. A linguagem (ou língua), como meio de expressão e comunicação, é um aspecto salutar a ser considerado porque é por meio dela que a construção literária e os diálogos culturais se efetivam; porém, ainda mais do que isso, a linguagem é responsável pela conexão humana, quer real ou virtual. Desta forma, as reflexões do minicurso desejam reagir contra o preconceito que ainda existe em relação à hibridização linguística/literária (as ditas línguas crioulas, os pidgins, contraliteraturas, releituras e reescritas do cânone, etc.) a fim de demonstrar que o multilinguismo é um fenômeno atual a revelar os deslocamentos humanos e, portanto, modifica as linguagens e as literaturas constantemente. A literatura, aqui mais precisamente a literatura pós-colonial, é uma das mais proeminentes expressões culturais da humanidade e dela, muitas vezes, conseguimos abstrair informações e dados que poderiam ser negligenciados ou censurados se veiculados a outras formas de propagação. Assim, neste momento histórico sem precedentes, no qual a espécie humana atinge o patamar de sete bilhões de indivíduos a habitar o planeta, os textos literários devem ser analisados à luz do fenômeno atual da diáspora, enaltecendo e investigando o clash cultural inerente à tessitura literária, de maneira que a análise vislumbre o potencial de empoderamento de tais encontros e diálogos no âmbito da heterogeneidade, principalmente no que tange a identidade individual e/ou comunitária. 
Palavras-chave: Literaturas. Culturas. Pós-colonialismo.
 
Minicurso 04: Mediações literárias no século XXI: booktubers e leitores midiáticos
Ministrantes: Érica de Assis Pereira Hoki (UNIGRAN/UFGD); Grazielli Alves de Lima (UEMS /UFGD)
Data: 24/11/2016    (quinta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: A presente oficina tem por objetivo elucidar a crescente divulgação de obras literárias por meio das redes sociais, blog´s pessoais e booktuber’s. Tal ação tem atraído milhares de leitores que compartilham suas impressões de leituras e, assim, formam uma grande rede de leitores e “críticos” online cada vez mais afoitos em propagar a literatura. Desse modo, utilizaremos como aporte teórico, reflexões acerca dos conceitos de intertextualidade e intermidialidade, bem como reflexões sobre a formação do leitor e a importância da mediação dentro do ambiente escolar.
Palavras-chave: Leitura. Literatura. Redes Sociais.

Minicurso 05: Leituras e vozes: tom e prosódia musical                           
Ministrantes: Marcos Machado Chaves (UFGD)
Data: 24/11/2016    (quinta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: O minicurso “Leituras e vozes: tom e prosódia musical” irá abordar a construção melódica de frases em leituras as quais damos vozes, pela enunciação ou em nosso pensamento, passando pela observação da tonalidade e do desenho sonoro das palavras à prosódia musical. O eixo de análise e prática está na intenção. Como os tons reconfiguram uma mesma frase? Neste campo, as linhas que se entrecruzam com a área musical são dispositivos de experimentação, ação vocal interna e externa, passando por estruturas rítmicas em analogia ao canto. Nas aproximações entre voz falada e voz cantada, os participantes serão convidados a exercícios vocais/corporais, “soltando possíveis amarras” se houver timidez frente ao ato de expor-se cantando. Princípios presentes na obra do educador musical canadense Raymond Murray Schafer serão trabalhados, entendendo que para observarmos a nossa voz é preciso aguçar a escuta; e na vocalidade estudaremos aspectos conectados à altura ou à frequência sonora, tons que podem ser criados ou reproduzidos de acordo com o repertório de cada pessoa. A expressividade aparece como pano de fundo e será mote inspirador para as atividades práticas deste minicurso, visitando as artes da cena e da música no intuito de ampliar ou problematizar interlocuções pessoais em leituras e enunciações.
Palavras-chave: Prosódia musical. Melodia. Tom. Escuta.

Minicurso 06: O que é um leitor?
Ministrante: Marcos Lucio de Sousa Góis (UFGD)
Data:  24/11/2016    (quinta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: No texto “O que é um autor?”, o filósofo Michel Foucault se pergunta qual é a importância do autor? Ao realizar uma análise que remonta aos gregos, Foucault defende o autor como sendo uma função. Dito de outro modo, “autor”, quando dito, aciona um tipo de discurso que concede certo status à palavra de quem é instituído como tal (isto é, como autor). E se é uma função, então, o “autor” transcende à simples relação com o texto: como enfatiza Foucault, há autores de obras, mas também de teorias, de disciplinas. Neste minicurso, proponho pensar o “leitor” enquanto função. Para tanto, farei considerações sobre o “leitor” do interior de um campo do saber chamado Análise Dialógica do Discurso, que tem em Mikhail Bakhtin seu principal expoente.  Isso significa, grosso modo, pensar o “leitor” não como aquele que lê (ou deve ler), e sim como aquele que, lendo, produz discursos. Metodologicamente, procederei da seguinte forma: 1) breve panorama teórico; 2) amostragem de exemplos; 3) sugestão de aplicação. Pensar o leitor enquanto função é, por fim, indagar sua importância.
Palavras-chaves: Palavras-chave: Discurso; leitor; ensino.

Minicurso 07: Diálogos interartes: cinema e literatura no contexto escolar
Ministrante: Christiane Silveira Batista (UFGD); Evelin Gomes da Silva (UFGD); Mirella Rodrigues Flores (UFGD)
Data: 24/11/2016    (quinta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: O cinema e a literatura são artes poderosas. Além de fonte de entretenimento, contribuem para a educação do indivíduo e para transformação da sociedade. Se forem utilizadas apenas como ferramentas e submetidas a um direcionamento muito estreito por parte dos educadores, podem perder grande parte do seu poder. Desta forma, tendo em vista o contexto atual, no qual os alunos estão imersos a uma cultura midiática e que demanda um posicionamento crítico, este minicurso tem como proposta: a) apresentar técnicas de utilização do cinema em sala de aula, reflexões sobre a linguagem cinematográfica e o ensino de Literatura no contexto audiovisual; b) debater o processo de adaptação cinematográfica, compreender as razões e os procedimentos utilizados; c) despertar o interesse dos professores em utilizar a literatura e o cinema em conjunto, visando desenvolver um pensamento crítico do profissional que será habilitado a promover a capacidade de reflexão e argumentação de seus alunos. Como abordagem prática, serão realizadas as seguintes atividades: discussão sobre a abordagem das produções cinematográficas no Vestibular UFGD/2017; apresentação e debate sobre o filme Em Nome da Lei (2016) e a animação Dossiê Rê Bordosa (2008), para o Vestibular UFGD/2018.
Palavras-chave: Estudos Interartes. Técnicas cinematográficas. Adaptações literárias.

Minicurso 08: A importância dos clássicos adaptados
Ministrantes: Cristina Mascarenhas da Silva (UFGD); Bruno Oliveira Maroneze (UFGD)
Data: 24/11/2016    (quinta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: Neste minicurso, visamos a oportunizar uma discussão sobre a leitura dos clássicos adaptados em sala de aula. Clássicos são obras que não envelhecem, podendo sempre possibilitar leituras multifacetadas; eles se ressignificam em outras obras, literárias ou não. No entanto, os clássicos, para as crianças e jovens, são de difícil acesso devido a um vocabulário rebuscado, com palavras que não são de uso corrente, ou mesmo que não são mais utilizadas contemporaneamente. Assim, muitos mediadores de leitura optam por não promover esse tipo de texto. Dessa forma, discutiremos o valor dos clássicos adaptados na formação do leitor de literatura, tendo em vista que as grandes obras resguardam o espírito da humanidade; pensamos que, futuramente, o leitor (em sua maturidade literária) poderá ler tais obras na linguagem original. Ainda apresentaremos possibilidades de leitura de clássicos adaptados para turmas do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Para tanto, utilizaremos a adaptação de Dom Quixote, de Monteiro Lobato, Dom Quixote para crianças.
Palavras-chave: Clássicos adaptados. Formação humanística. Formação do leitor. Dom Quixote.

Minicurso 09: Literatura Infantil e Práticas teatrais
Ministrante: Igor Shiavo (UFGD)
Data: 24/11/2016    (quinta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: São inúmeros os caminhos na busca por incentivar e fortalecer as práticas de leitura no ambiente escolar e fora dele. Atividades que têm como intuito despertar e sensibilizar para a leitura, compreendida como parte do processo de formação humana, são atos que permeiam as relações sociais do indivíduo, tanto em sua esfera privada, quanto no ambiente coletivo; na escola elas são parte da construção do saber sensível. O minicurso proposto objetiva ampliar o estímulo à leitura no ensino fundamental, uma apropriação da linguagem teatral como ferramenta pedagógica em atividades de incentivo à literatura na educação básica. A temática proposta envolve intersecções entre a literatura infantil, construção do imaginário da criança a partir do texto escrito, potência das práticas teatrais neste contexto, experimentação de técnicas e construção de ações metodológicas direcionadas ao ambiente escolar. Parte-se do exercício da literatura como ato coletivo e da utilização de narrativas variadas em conjunto com teatralidades possíveis. O minicurso será prático e a metodologia prevê a utilização de técnicas teatrais, literatura infantil, construção de dramaturgia e criação de cenas.
Palavras-chave: Literatura. Teatro. Metodologia do Ensino.


Minicurso 10: Poesia tem idade? Tem gênero? Tem dono? Qual é a cara da poesia?
Ministrantes: Sílvia Regina Gomes Miho (UFGD); Thiago Pernomian (PPGL/UFGD)
Data: 24/11/2016    (quinta-feira)
Local: SIMTED
Resumo: Este minicurso objetiva: a) aproximar professores e alunos do gênero poético através da ludicidade, do ritmo e das imagens da poesia; b) desenvolver atividades que assegurem aos participantes a ideia básica do encontro: poesia é prazer e fazer. Não é apenas ler e parafrasear. É sensorial e motora, como todas as artes; c) discutir o que é poesia: Poesia tem idade? Tem gênero? Tem dono? Como ela é? Como se faz? d) sentir, pensar e poetar! Atividade prática; e) elaborar coletivamente alguma forma de "resumo" do encontro com alguns tópicos e pontos que possam ajudar na elaboração de atividades em sala de aula ou em quaisquer ambientes em que haja intenção educativa e estética. Atividades: 1. Diálogo/exposição: gênero poético: o que é? a partir da interação com os participantes, conduzir a discussão para alguns conceitos de poesia desenvolvidos por poetas como: Drummond, Pessoa, Quintana, Edward Lear, Hopkins, Pound, Poe,  Williams, Leminski, Ferreira Gulart, Bishop, João Cabral. Ritmo e imagem que se sente; 2. Atividades lúdicas: audição de músicas, observação de pinturas modernas (reproduções de Mondrian, Kandinsky, Miró, Picasso) e contemporâneas: Pollok, Wharhol e de um artista brasileiro contemporâneo: Romero Britto; traduções sinestésicas: transformar uma das obras plásticas ou sonoras para 'traduzir em um poema'; 3.Discussão em grupos sobre o que foi desenvolvido coletivamente; 4. Encerramento: cada grupo apresentará os tópicos, ideias e críticas que o minicurso lhes proporcionou.
Palavras-chave: Poesia. Ludicidade. Escrita.



Sexta-feira, dia 25, das 13h30min às 17h30min

Minicurso 11: O protagonismo da mulher na literatura infantojuvenil: entre autorias e representações
Ministrante: Maisa Barbosa da Silva Cordeiro (UNIGRAN/UFMS)
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: Este minicurso debruça-se sobre as obras do acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE de modo a evidenciar tanto a autoria feminina quanto a representação das mulheres nos títulos do Programa. Tendo em vista que os debates acerca da emancipação da mulher integram discussões que almejam a construção de uma sociedade mais democrática, entende-se que elucidar o modo como as mulheres são construídas como autoras ou como personagens protagonistas é um modo de contribuir com tal emancipação. Ainda, faz-se uma proposta metodológica com o objetivo de instigar, junto ao público-alvo, a necessidade de se problematizar tal temática em sala de aula. Para tanto, utiliza-se de títulos destinados a diferentes ciclos de ensino com o intuito de que as vozes das escritoras e das personagens ecoem na formação de leitores de diferentes idades.
Palavras-chave: Literatura. Representação. Mulher. Marina Colasanti.

Minicurso 12: O ensino de literatura em uma sociedade “líquida”
Ministrante: Andréia de Oliveira (UNIGRAN)
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: O presente minicurso tem como objetivo instaurar reflexões acerca do ensino de literatura no cenário atual. Para tanto, teremos como apoio teórico dois textos basilares que conduzirão as nossas reflexões, são eles: Modernidade Líquida, do escritor Zygmunt Bauman e A civilização do espetáculo, do ganhador do Nobel da Literatura, Mario Vargas Llosa. O motivo da escolha se justifica no que tange a necessidade de construirmos sentidos junto com os nossos alunos, uma vez que estamos presenciando uma era cerceada de censura e retrocesso em relação à liberdade de pensamento. Em consonância, os dois textos supracitados apresentam provocações caras relativas à ausência de pensamento e a liquidez de uma cultura que está dissolvida em meio ao consumo e a falta de produções que alicercem novas perspectivas sociais. Nesse prisma, entendemos que a literatura é uma grande aliada para assegurar o lugar da subversão contra o sistema autoritário que rege nosso país, uma vez que a arte possui o poder de libertar o sujeito. Para tanto, partiremos de uma seleção de contos (latino-americanos) que trazem em seu bojo provocações capazes de contribuir com a construção do senso crítico do aluno, aqui, nosso público em potencial. Feito o percurso teórico e a mediação das leituras,  partiremos para a parte prática que vislumbra a participação ativa de todos os envolvidos a partir de metodologias dialogais e reflexivas, tendo sempre como cerne, a literatura, uma vez que almejamos propiciar momentos de problematização social e compreender esse espaço concedido como canal de emancipação a todos os envolvidos. Afinal é no partilhar que conseguimos alçar voos e vislumbrar novas utopias.
Palavras-chave: Ensino. Literatura. Sociedade Líquida.
 
Minicurso 13: A narrativa policial: origem, história e variações contemporâneas
Ministrante: Gregório Dantas (UFGD)
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: Este minicurso pretende estabelecer um panorama da narrativa policial, desde sua origem até os dias de hoje, considerando suas variantes históricas e sua evolução. A origem deste gênero narrativo pode ser rastreada até o Édipo Rei ou as formas simples como a adivinha. É, porém, no século XIX, com Edgar Allan Poe, que a narrativa policial encontrou sua forma paradigmática, com o nascimento da chamada narrativa de enigma. A partir de então, o gênero alcançou um sucesso sem precedentes na literatura e no cinema, seja através da consolidação da narrativa de enigma (com Sherlock Holmes), seja através de sua variante mais escapista (o chamado clue puzzle, da era de ouro do policial inglês), seja ainda em sua forma mais realista e "suja" (com o noir norte-americano e francês). A partir da discussão dessas variações, o minicurso pretende estabelecer hipóteses para o atual predomínio da forma policial na indústria cultural, bem como para a sua apropriação paródica por parte da narrativa pós-modernista.
Palavras-chave: Narrativa policial. Cinema. Pós-modernismo.

Minicurso 14: Música e literatura: do samba ao rap, arte, poesia e resistência
Ministrantes: Cleber José de Oliveira
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: Apresentar e discutir, criticamente, em que medida se manifestam os modos de representação e autorrepresentação de/dos grupos marginalizados por meio da híbrida estética música-literatura é o objetivo central desse minicurso. Entende-se que, no Brasil, diversos poetas, ativistas culturais e intelectuais retratam, à sua maneira, a pauta da exclusão socioeconômica sofrida historicamente por sujeitos pertencentes às  comunidades pobres, negras, indígenas, nordestinas, entre outras. Essa exclusão não raro tem como agente perpetuador o próprio Estado brasileiro juntamente com algumas elites econômicas. Tendo isso em vista, o minicurso divide-se em dois momentos, sendo o primeiro uma contextualização do cenário sociopolítico e cultural brasileiro ao longo do século XX até o momento atual; e o segundo a análise de alguns poemas/canções de artistas/grupos nacionais tais como Clara Nunes, Leci Brandão, Ivone Lara, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Chico Buarque, Caetano Veloso, O rappa, Natiruts, Gog, Criolo, Emicida, Racionais MCs, Bro MCs, entre outros.
Palavras-chave: Música e Literatura. Exclusão Social. Resistência. Representação.  Autorrepresentação.  

Minicurso 15: Correção textual e reescrita: espaço dialógico entre professor/texto/escrevente
Ministrante: Milenne Biasotto (UFGD)
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: Encontrar soluções para os problemas de produção textual escrita é a tarefa daqueles que se lançam na empreitada de tentar melhorar a qualidade de escrita dos alunos de língua portuguesa. Uma prática que tem se mostrado eficiente no ensino de produção textual é a reconstrução da discursividade na escrita, caracterizada por uma didática específica que prioriza, entre outros aspectos, o tipo de correção utilizado e o processo de reescrita. No texto escrito, compreendido como um espaço dialógico, a correção textual realizada pelo professor/leitor-colaborador configura-se como uma etapa primordial para a orientação das reescritas do aluno, condição necessária para que o texto atinja boa qualidade linguístico-discursiva. Este minicurso tem por objetivo abordar procedimentos de correção que priorizem, inicialmente, qualidades discursivas julgadas essenciais na construção de um texto, e, posteriormente, mostrar a relevância da exploração consciente de movimentos parafrásticos no texto, que possibilitem a escolha de recursos expressivos mais eficientes na construção dos efeitos de sentido visados pelo escrevente.
Palavras-chave: Ensino da escrita. Dialogismo. Correção misto-discursiva. Paráfrase.
  
Minicurso 16: Tecnologia e Ambiente escolar: uma proposta de trabalho com a escrita no Facebook
Ministrante: Paulo César Gonçalves (SED)
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: Neste minicurso buscaremos estabelecer uma possível relação entre linguagem digital e ambiente escolar, e pretendemos refletir a respeito de alternativas no ensino de Língua Portuguesa que usem a tecnologia digital como sua aliada e não como “algo que perturbe a ordem social escolar”, imagem que tem sido construída pelo senso-comum. Parte-se de uma concepção de linguagem como atividade dinâmica, e da escrita como heterogeneamente constituída, nos termos de Corrêa (2004).
Palavra-chave: Escrita digital. Ensino de língua materna. Multiletramentos.

Minicurso 17: Atividades de leitura literária na biblioteca escolar
Ministrante: Elizangela Tiago da Maia (SIMTED)
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: A oficina tem como foco suscitar reflexões acerca da organização e dos usos da biblioteca escolar. Ao lado disso, discutiremos o papel dos mediadores de leitura e práticas de leitura literária possíveis de serem aplicadas no espaço das bibliotecas escolares, com obras que compõem o Programa Nacional Biblioteca da Escola. O PNBE é uma política nacional de leitura vigente no Brasil que, desde 1998, oportuniza a milhões de alunos de escolas públicas municipais, estaduais, federais e do Distrito Federal o contato com acervos de títulos de diversos gêneros literários.
Palavras-chave: PNBE. Biblioteca escolar. Mediadores. Práticas de leitura literária.

Minicurso 18: Contos de Grimm de ontem e de hoje: a recepção das obras no Brasil
Ministrante: Lucila Bassan Zorzato
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: O presente minicurso objetiva discutir a recepção dos Contos de Grimm no Brasil, assinalando algumas mudanças conferidas ao trabalho de tradução/adaptação ao longo de sua trajetória. Neste contexto, é possível afirmar que a recepção dos escritores vincula-se, primeiramente, às mudanças no ensino, à familiaridade dos leitores com o conto popular (nacional ou importado) e aos avanços do mercado livreiro, barateando a produção e despertando o interesse na publicação das obras. Mais tarde, escritores e editores, a exemplo de Monteiro Lobato, passam a conferir aos contos identidade nacional através de uma linguagem acessível, abrasileirada, e popularidade, com um tratamento gráfico inovador. No entanto, com a intensa circulação das traduções, observam-se também versões simplificadas, cujas traduções/adaptações comprometem o estilo original das narrativas. E com a expansão da indústria livreira (1950-1970) são poucas as editoras que não incluem em seus catálogos títulos dos Grimm, em edições bastante desiguais. A partir da década de 1980, contudo, cresce o número de obras fiéis ao texto de origem, traduzidas direto do alemão, em edições ilustradas, comentadas por especialistas e assinadas por nomes de referência no cenário literário. Na atualidade, submetidos à avaliação e/ou inseridos em programas de fomento à leitura, a circulação dos títulos retrata não apenas o valor histórico-cultural da obra dos Irmãos Grimm, como também se detém em critérios que justificam o trabalho estético: qualidade textual, das ilustrações e do projeto gráfico.
Palavras-chave:  Irmãos Grim. Tradução e Adaptação. Recepção.

Minicurso 19: Teatro na escola: um recurso pedagógico para o ensino
Ministrante: Marielle Duarte Carvalho (PPGE/UFGD).
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: FACALE/UFGD
Resumo: O teatro pode ser utilizado como ferramenta para o conhecimento, a percepção estética, a inclusão, a humanização e a transformação. Considerando que o teatro já é utilizado no contexto escolar em várias disciplinas como um recurso para se chegar a vários conhecimentos, este minicurso pretende apresentar alguns procedimentos simples e dinâmicos que poderão colaborar para que o “fazer teatral” na escola possa atingir os objetivos propostos de forma mais eficiente.
Obs.: Os participantes devem comparecer usando roupas confortáveis.
Palavras-chave: Teatro. Teatro na escola. Teatro pedagógico. 

Minicurso 20: Contação de História: colocando um novo ponto em cada conto
Ministrante: Flávia Janiaski Vale (UFGD)
Data: 25/11/2016    (sexta-feira)
Local: SIMTED
Resumo: O minicurso tem como objetivo trabalhar com a atividade de contação de história inserida no universo do teatro e no contexto da contemporaneidade. Para isso, partimos da apresentação/discussão do recurso denominado Estímulo Composto de John Somers, e procuraremos apontar aspectos da teatralidade e da performatividade que permeiam o fazer de quem conta histórias. Entre outras questões, discutiremos com os participantes do minicurso o limiar entre literatura e teatralidade no ato de contação e alguns procedimentos para se tecer uma história através do jogo.
Palavras-chave: Contação de história. Estímulo composto. Educação infantil.  



Fonte: Célia Regina Delácio Fernandes (PROLER Comitê Dourados)

 

 

Assessoria UFGD

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