06/10/2017 15h02

20 anos de esperança, por Pe Cripim Guimarães

Divulgação Pe Crispim Guimarães

A dependência química tem dilacerado famílias, e atingido a sociedade como um todo, já percebeptível que este é um problema de saúde pública gravíssimo. Houve-se falar de cracolândias em vários lugares, não mais circunscrita a São Paulo e outros grandes centros. Mas correntes ideológicas parecem fechar os olhos para a doença do século XXI. O Evangelho por sua vez, não cega, abre a visão!

A Igreja atenta às necessidades dos sofredores e cumprindo o mandato do Mestre de manter um olhar misericordiosamente para os desfavorecidos, foi uma das primeiras instituições a se lançar na busca de acolhimento e recuperação destes irmãos e irmãs. Muitas obras afins se multiplicaram no Brasil e mundo afora; na Diocese de Dourados não foi diferente, logo se percebeu que os dependentes químicos são hoje como aqueles filhos de Deus, aos quais Jesus tanto dedicou sua atenção.

Ouvindo a voz do Espírito, um grupo de católicos quis concretizar o amor a Deus (dimensão vertical da fé), com o amor aos irmãos (dimensão horizontal), fundando uma Instituição Filantrópica para acolher os que são acometidos por tal problemática, tendo como filosofia o trabalho do “Amor exigente: trabalho, disciplina e oração”, assim surgiu a Casa da Esperança, pela qual, ao longo destes 20 anos passaram centenas de pessoas que fizeram o reencontro consigo mesmo, com familiares e com a sociedade, recuperando a dignidade perdida.

A Casa é mantida por convênios, promoções e ajudas de particulares, especialmente, pelo trabalho abnegado de inúmeros cristãos que sentem que o bem não deve ser guardado, mas partilhado e oferecido a todos. A Instituição tem instalações bem preparadas para acolher e dar dignidade aos abrigados. Conta com profissionais e voluntários que desempenham alegremente as mais variadas funções voltadas para o bem dos que ali permanecem por nove meses, período necessário para a reinserção social.

Não existe nada mais dilacerante ao ser humano, que a falta de esperança, sem ela tudo é treva, é dor, é falta de sentido. As drogas produzem esta “proeza”, tira tudo! Só se é gente, se existe esperança; a Casa da Esperança, como bem o diz o nome, quer ser este espaço físico, existencial e espiritual, onde se vislumbra a LUZ que está em Deus, no outro e em si mesmo.

Louvado seja Deus por aqueles que ontem e hoje, ouviram a voz de Deus e não se furtaram a olhar para os pequenos do Reino, os necessitados que vivem à margem. Parabéns aos diretores, voluntários e funcionários.

Queres conhecer a Deus, olhe o testemunho daqueles que vivem a fé com Obras! São 20 anos de fé transformada em Obras de amor e generosidade.

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados

Pe Crispim Guimarães

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