07/04/2017 14h05

A militância ideológica de Ministros e da imprensa, por pe Crispim Guimarães

É possível afirmar que a imprensa de grande porte tem “partido”, e a julgar pela fala e gestos de Ministros do Supremo Tribunal Federal, STF, e outros órgãos, eles também têm, pelo menos os que encontram holofotes na mídia.
Adentramos domingo próximo, com o Domingo de Ramos, na Semana Santa, onde a vida é ressaltada sobremaneira, quando recordamos a paixão de Deus que oferece a vida, nunca a tira. O que se observa no órgão encarregado de zelar pelo cumprimento da Lei Nacional, STF, é uma militância descabida, valendo até mesmo atropelar a Constituição Federal. No mês de novembro de 2016, numa decisão sem precedentes, o Ministro Roberto Barroso, resolveu tomar uma decisão, abrindo possibilidades perigosas para outras, tomando o lugar dos legisladores. É justo recordar que o STF vigia e faz cumprir a Lei, não a muda, isso cabe ao Congresso Nacional. Pois bem, naquela ocasião, julgando um caso particular, o referido Ministro, seguido por Edson Fachin e Rosa Weber, decidiram que a criminalização do aborto é incompatível com os direitos fundamentais, o que significa dizer contra os direitos sexuais e reprodutivos e contra o principio da igualdade. Assim, abriu-se precedentes para uma legislação nova, o que não cabe ao Supremo fazê-lo. Na mesma linha faz-se um lobby para a liberação da maconha, o próprio Barroso sai a proferir palestras defendendo tal causa, não só ele.
Nestes temas, percebe-se um alinhamento do(s) Ministro(s) com a grande imprensa, que, entre outras coisas, quando Ives Gandra Martins Filho foi cogitado para a vaga de Teori Zavascki, logo foi alardeado que ele era preconceituoso e reacionário, porque se posicionava contra o aborto e a liberação da maconha. O que impressiona é que Barroso, ainda professor de direito da Universidade do Rio de Janeiro, sempre se manifestou favorável às duas temáticas, e nunca foi dito: “Barroso é favorável ao aborto...”, assim, a grande mídia também procurou fazer a defesa de uma causa, e não informar, o que deve ser a sua função.
Mensagens, que nem são mais subliminares, pois se tornaram explícitas, são veiculadas semanalmente sobre a descriminalização da canabbis, fala-se imprudentemente sobre os efeitos benéficos da planta para a fabricação de remédios, mas não do malefício no uso em pequenas quantidades e só é ouvido quem concorda com tais ideias, as vozes discordantes são cerceadas. Estas não são as funções, nem do Ministro (STF) e nem da imprensa.
É sabido que a imprensa, livre, também é “financiada”, perguntamo-nos quem arca com os astronômicos custos das redes de TV, dos jornais, etc. Um minuto num programa de veiculação nacional custa uma fortuna, certamente daria para construir moradias para vários pobres. É de se questionar a insistência em tais assuntos, por parte de alguns setores. Seriam fruto da defesa dos direitos fundamentais, da liberdade de expressão ou tem outras causas de fundo?
A democracia, que desejamos construir, não se faz com lobby, nem com militância de órgãos que tem entre outras funções: zelar pela Lei e informar imparcialmente.

Pe. Crispim Guimarães
Pároco da Catedral de Dourados

Pe Crispim Guimarães

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