15/09/2017 13h22

Ah! Se os cristãos usassem a “força” que têm, por Pe Crispim Guimarães

Se os cristãos e pessoas de boa vontade tomassem consciência da força que têm e a usassem adequadamente, muitos absurdos que vemos e reclamamos não aconteceriam. Há uma “facção” que diariamente ataca os valores cristãos e tradicionais como sendo coisas demoníacas, ridicularizando seus símbolos e crenças, mas não admite ser contestada por aqueles a quem atacam.

A agressão desta vez veio de uma das instituições mais poderosas do planeta, o Banco Santander, através do seu departamento de Cultura, na cidade de Porto Alegre. Com a falácia de que estaria promovendo o desenvolvimento e valores progressistas, a instituição, em parceria com o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rounaet, expôs, entre outras coisas, hóstias, que são a expressão mais sagrada do catolicismo, com nomes de órgãos sexuais, além de exibir imagens de pornografia, pedofilia e zoofilia.

Quando começaram as mobilizações contrárias, os defensores da “obra prima” chamaram de nazistas os que não concordaram com tal “manifestação cultural”. O triste é perceber que são os mesmos que acusam o cristianismo de tudo que acontece de ruim no mundo, mas não se acusam por defenderem que crianças sejam expostas a cenas tão prejudiciais; dizem-se defensores dos direitos humanos, mas esquecem dos traumas que tais práticas provocam na vida de pessoas indefesas. Tal “cultura” só serve para desvirtuar e destruir a mente das crianças, incutindo-lhes porcarias no lugar de valores.

Quando contrapostos, argumentaram que só estavam exercendo sua liberdade de expressão, a mesma liberdade de expressão que os contrários usam e pela qual foram denominados de nazistas. É o jogo nefasto da linguagem que procura comprar as mentes com falsas liberdades. Mas a mobilização dos cristãos nas redes sociais, expressando indignação e repúdio, rebaixou a nota de avaliação do banco, além de outros que anunciaram o cancelamento de suas contas na instituição financeira, fez o Santander se explicar diante das diversas manifestações críticas: “pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra”. E mais, desta vez “ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo”.

Finalmente, diante de abusos, os cristãos acordaram. Não é questão de fazer guerras, mas de exigir respeito para com nossos símbolos, eles são importantes para uma imensa parcela da população, a “militância” cristã não pode ficar dormindo diante de ofensas e posições prejudiciais ao bem do povo fiel.

Concordo com a nota da Arquidiocese de Porto Alegre: “Em tempos de terrorismo e intolerância, não se constroem pontes com agressão e desrespeito pelo o que é mais íntimo e sagrado no outro: sua fé e seu corpo”.

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados

Pe Crispim Guimarães

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