23/10/2017 08h34

Família: luz do mundo, por Pe Crispim Guimarães

Divulgação Pe Crispim Guimarães

A temática família nunca foi tão discutida, seja porque no passado, ela parecia muito bem definida, seja porque atualmente se tem várias visões acerca da mesma. O fato é, que nas discussões sobre as mais diversas problemáticas sociais, dentre elas, corrupção, violência..., a família é recordada como fator preponderante para o bem ou para o mal, isto é, quando valorizada e funcional, é fonte de equilíbrio e cidadania, quando não, é uma porta aberta para mazelas sociais.

Assim, ouvi pela milésima vez no Programa de Rádio Ponta Visto, do qual sou âncora, como no dia 14 de outubro, numa mesa redonda com a participação da Promotora Vera Aparecida Cardoso Bogalho Frost Vieira, titular da Infância e Juventude de Campo Grande, do juiz federal aposentado, Odilon de Oliveira, do médico doutor em psiquiatria, José Carlos Rosa Pires de Souza, do Procurador da República, Emerson Kalif Siqueira e do membro titular da Comissão Regional de Justiça e Paz, Lairson Palermo, entre outros. O juiz Odilon enfatizou a necessidade do fortalecimento da Família, como a melhor maneira de debelar a violência.

No cristianismo a família foi uma das primeiras “micro comunidades” que fizeram surgir a sociedade Ocidental, os textos do Segundo Testamento, especialmente as Cartas Cristãs, revelam uma virada cultural sem precedentes, sobretudo, o novo papel feminino, dando à mulher o seu valor de pessoa, e não de objeto.

Pulando séculos de história entre as primeiras comunidades e chegando aos tempos atuais, evidencia-se que esta modalidade familiar é profundamente bombardeada por ideologias que, não somente apresentam novas maneiras de serem “famílias”, mas desejam descaracterizar a família cristã, colocando-a como arcaica, preconceituosa e ditadora.

A família é a matriz geradora da vida e luz para a sociedade, assim se expressou um dos convidados da mesa redonda, dia 14: “temos que conscientizar os pais de que eles exercem uma função delegada por Deus. Se queremos um futuro melhor, temos que trabalhar no fortalecimento e na valorização das famílias”.

Nestes tempos de “desestruturalismo” e sua ficção filosófica, à luz do Evangelho, continuamos acreditar que a família é um porto seguro, embora não esteja isenta de crises, que seu modo de existir e ser, possibilita a continuidade de um projeto iluminativo (que fez surgir o mundo ocidental e seus avanços, especialmente nos direitos humanos), adaptando-se aos novos tempos, sem negar a “verdade revelada”, e que tem muito a oferecer ao raiar deste início de milênio.

A Igreja, por meio das dioceses não deixou de valorizar a família, continua a fazê-lo, agora, adequando-a na contemporaneidade, com uma nova linguagem. Não por acaso tanto se fala do Papa Francisco e sua Exortação apostólica “A alegria do amor”, que procura abrir os braços da Igreja a esta realidade social/espiritual, tão ferida. Neste intuito é que mais uma vez, promove-se em Dourados a Jornada Diocesana da Família, neste ano com uma novidade, a Catequese e o Serviço Vocacional interagindo juntos, possibilitando que a vida familiar possa ser vista por ângulos diferentes e complementares.

Dia 22 de outubro na Quadra de Esportes do Colégio Imaculada, em Dourados, centenas de famílias farão a experiência do amor restaurador de Deus, que nunca se cansa de revelar no seio da Comunidade Familiar, de mostrar o seu papel de construtora e sustentáculo de uma sociedade harmônica e fraterna. Neste dia, das 7h às 17h palestras, testemunhos, teatros, música (show da cantora Adriana Arydes) e a celebração da Eucaristia coroando a festa, darão o tom de uma Igreja viva, que é FAMÍLIA de Deus.

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados.

Pe

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