03/04/2017 14h27

Reformar sempre, por Pe Crispim Guimarães

Foto: Divulgação Pe Crispim Guimarães

A Igreja Católica passou por transformações ao longo dos séculos, mas preservou sua “espinha dorsal”, isto é, sua doutrina. Foram 21 Concílios que, olhando a realidade de cada tempo, não perderam a essência do cristianismo, procuraram ajudar no processo de encarnação do Projeto do Reino de Deus.
Ainda é possível encontrar muitas pessoas que se recordam da missa, em que o padre presidia a celebração de costas para o povo e em latim, as mulheres usavam véu sobre a cabeça e muitas nem cortavam o cabelo por “respeito” a religião. Foi o Concílio Vaticano II, no final da década de 50 e início da década de 60 que promoveu esta transformação visível, mas trouxe muitas outras mudanças mais importantes que estas.
No momento histórico eclesial, muito se fala do Papa Francisco como reformador. Acolhendo a sugestão dos bispos, padres e do povo fiel, porém, especialmente seguindo a vontade de Deus, Francisco tem procurado fazer com que a Igreja esteja atenta aos novos tempos, mas, em hipótese alguma tem sugerido mudar sua doutrina. Acolher, perdoar, “ser mãe|”, anunciar, denunciar, sempre foram realidades do Reino de Deus que Jesus veio oferecer à humanidade e que a Igreja foi conclamada a praticar.
No processo de reforma contínua, também as estruturas físicas são contempladas para adaptar-se aos novos tempos e as necessidades dos fiéis. Não se imagina uma paróquia com mimeógrafo, máquina de datilografar no nosso tempo, ter ar condicionado nas igrejas não parece ser pecado, como ouvi dizer, no passado seria “luxo”, são necessidades que ajudam a viver a liturgia, e contribuem para a maior eficácia da evangelização.
Assim aconteceu com muitos templos católicos ao longo dos séculos, o mesmo ocorreu com a Catedral de Dourados, mudaram para servir melhor. Poucos dias atrás, uma equipe de televisão da Rede Evangelizar, ligada ao Pe. Reginaldo Manzotti, esteve em Dourados para gravar uma série de programas, usando imagens da nossa Catedral. A repórter disse-me que poucas vezes viu uma igreja tão harmoniosa e bonita. Contei-lhe sua história que começou a mais de 50 anos, desde a construção e como o povo sempre colaborou, sobretudo, destaquei a última reforma, concluída com a reinauguração dia 13 de junho de 2015.
Para adequar a igreja aos novos tempos, no caso da Catedral, vamos iniciar em abril de 2017, a REFORMA DA CAPELA, um lugar especial, frequentado o dia todo, de segunda a segunda. Nossa capela é aberta logo cedo, a cada momento há pessoas rezando, muitas delas ali chegam desejando tirar a própria vida ou de outrem, saem com esperança e com o desejo de mudar. Fosse esse o único motivo, já seria suficiente para deixar o ambiente cada vez mais aconchegante. Contudo, as estruturas físicas também se deterioram, por isso, para adequar, embelezar e deixa-la mais segura, é que faremos sua reforma.
Como aconteceu com a Catedral, em 2014/2015, onde muitos colaboraram, fazendo com que a obra começasse e terminasse sem necessidade de paralisá-la, contamos com a ajuda da comunidade douradense. Esperamos a compreensão e o apoio material e espiritual de muitos. Certamente Jesus, aquele que permanece na Capela no Santíssimo Sacramento, saberá retribuir em graças cada ajuda oferecida.
Pe. Crispim Guimarães
Pároco da Catedral de Dourados

Pe Crispim Guimarães

Vídeos

  • Diretor de escola é esfaqueado por aluno em Naviraí
  • Com adversidades climáticas, produtividade média do milho está próxima de 45 scs/ha em Laguna Carapã (MS)
  • A face de quem produz

Agenda

Publicidade