11/08/2017 08h29

Semana Nacional da Família, por Pe Crispim Guimarães

Divulgação Pe Crispim Guimarães

De 13 a 19 de agosto, no âmbito católico, celebra-se a Semana Nacional da Família, já tradicionalmente consolidada. Normalmente, segue-se um roteiro preparado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, constando temas pertinentes às famílias.

Com o título “Família uma luz para a vida em sociedade”, os textos de meditação são iluminados pela exortação do Papa Francisco “Amoris Laetitia”, isto é, “Alegria do Amor”, que apresenta a Família caminho de possibilidades e melhor herança para o mundo, ao contrário, do pessimismo que a associa a “crises”, “conflitos”, “traições” e “abandono”.

É evidente que à luz do mundo, visto a partir dos “desconstrucionismo”, tudo parece mais sombrio, e as relações já fragilizadas, porque as relações não são mais gratuitas, não trazem mais as marcas da fraternidade e da alegria da convivência. Neste processo de mudança, a Família é massificada pela cultura midiática, pois o lar passa a ser um espaço de vazio existencial, ocupado especialmente pela tecnologia e pelas “amizades distantes” e impessoais.

Tendo o Evangelho como fundamento do existir, a Família é reconhecida como o remédio e escola de humanidade, pois se aprende a ser pessoa neste espaço vivencial. Por isso, são propostos sete dias de encontros com as famílias, seguindo este itinerário da CNBB, adaptando-o às realidades locais e usando de outros modos de criatividade. O primeiro encontro traz a reflexão sobre o “Perfil Mariano da Igreja”, lembrando que a Igreja Católica do Brasil celebra em 2017, os 300 anos de Aparecida, mas ao lembra o Perfil Mariano, Maria é apresentada como aquela que acolhe a pessoa de Jesus e torna-se sua discípula, mãe, esposa e cidadã.

O segundo encontro fala da “Família” em si, como testemunha da verdade cristã; o terceiro reflete “a necessária mudança de mentalidade e de estrutura”, recordando que a mentalidade dos discípulos antes do encontro com Jesus, era excludente, fechados, aqui, medita-se sobre a Igreja que sai, Igreja do êxodo, porque não tem segurança nas forças deste mundo, mas no Senhor, é itinerante, porque caminha para Deus; segundo a perspectiva itinerária, o quarto encontro busca refletir sobre a “Igreja, comunhão na diversidade”, isto é, as diferenças dos pais e dos filhos, longe de ser um empecilho para a convivência harmônica, torna-se chave de crescimento.

O tema seguinte aborda “o perdão na família: fonte de reconciliação e libertação”, o perdão possibilita pessoas sadias e capazes de transpor limites estabelecidos por uma sociedade marcada pelo individualismo. O sexto e o sétimo encontros consecutivamente são “Serviço cristão ao mundo” e “Família promotora da misericórdia na sociedade”.

Celebrar a família, enquanto constituição social, pensada na esfera da Igreja, sem com isso, negar ninguém que pense diferente, mas sem negar também a Família cristã, acreditamos que ela seja luz e sal para o mundo, promotora da misericórdia na sociedade.

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados

Pe Crispim Guimarães

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