28/11/2018 14h19

Gaeco cumpriu mandados na casa de donos e sedes de empresas investigadas por fraude em concursos

Foto: Marina Pacheco/Arquivo Sede do Gaeco em Campo Grande, de onde partiu investigação

MPMS apura especificamente fraude na licitação nº 12/2018 da Prefeitura de Taquarussu para contratação de empresa que ficaria responsável pelo processo seletivo de servidores públicos via concurso
Anahi Zurutuza e Bruna Pasche


O Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) cumpriu 2 dos 8 mandados de busca e apreensão em empresas responsáveis por 15 concursos abertos neste ano. A Sigma Assessoria em Gestão Pública e a Vale Consultoria tem contratos para realizar certames de 12 prefeituras.

Também foi alvo da Operação Carta Convite, a Idagem Assessoria e Consultoria ME, empresa que realizou concurso em Aparecida do Taboado e que já estava na mira do Gaeco desde a Operação Back Door, deflagrada em julho deste ano.

 

De acordo com a assessoria de imprensa do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a Operação Carta Convite apura especificamente fraude na licitação nº 12/2018 da Prefeitura de Taquarussu para contratação de empresa que ficaria responsável pelo processo seletivo de servidores públicos via concurso.

Ainda conforme o MP, as investigações demonstraram que as empresas têm acordos entre si e contam com a ajuda de agentes públicos para conquistarem os contratos com as prefeituras do interior. O Gaeco também identificou casos de aprovação fraudulenta de candidatos.

O nome da operação faz referência à modalidade de licitação utilizada pelas prefeituras para a contratação das investigadas, Carta Convite.


Buscas – Agentes estiveram nas casas dos donos, reais e ocultos, da Idagem e da Sigma, bem como na sede das empresas.

Também “visitaram” endereço na Rua Marechal Rondon, onde funciona a Vale Consultoria. Todos os mandados foram cumpridos em Campo Grande.

Somente para concursos abertos neste ano, a Sigma e a Vale prestam serviços às prefeituras de Corguinho, Angélica, Laguna Caarapã, Taquarussu, Santa Rita do Pardo, Maracaju, Coronel Sapucaia, Caarapó, Cassilândia, Anaurilândia, Figueirão e Alcinópolis, segundo divulgam as próprias empresas. A Idagem foi contratada apenas pela Prefeitura de Aparecida do Taboado, conforme consta na página da empresa na internet.

A reportagem tentou contato com as empresas citadas, mas nenhum delas quis se manifestar.


Back Door – Neste ano, a Operação Back Door (porta de trás) mirou concurso aplicado pela Prefeitura de Aparecida do Taboado. As investigações resultaram no afastamento de cinco servidores comissionados e um concursado.

A juíza Kelly Gaspar Duarte Neves determinou mandou afastar dos cargos, o secretário municipal de Administração, Kaiser Carlos Correa. Funcionário de confiança da prefeitura, alvo de mandado de prisão temporária na força-tarefa, deflagrada pelo Gaeco no dia 3 de julho.
Kaiser levantou suspeita porque ele e outro inscrito para o cargo de analista de controle gabaritaram a prova.

O concurso, já suspenso pela prefeitura por recomendação do MPMS, ofereceu 60 vagas para os cargos de administrador, analista de controle interno, contabilista, dentista, enfermeiro, médico, engenheiro civil, fiscal tributário, odontólogo, procurador jurídico, recepcionista, técnico de enfermagem, topógrafo, agente administrativo, gari, margarida, motorista, operador de máquinas, telefonista e tratorista.

Os salários variavam de R$ 1.198,06 a R$ 5.352,79. O secretário concorreu à vaga para cargo com a maior remuneração.

Campo Grande News

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