20/08/2018 08h34

Ardel comemora 14ª edição do Dia Nacional do Campo Limpo

Fotos: Divulgação Ardel de Laguna Carapã destina cerca de 50 toneladas de embalagens vazias por ano

Comemorado no dia 18 de agosto, o Dia Nacional do Campo Limpo já reuniu cerca de um milhão de pessoas de todo o Brasil, desde sua primeira edição em 2005. Este ano, o tema da celebração, será “Compartilhando Responsabilidades. Comemorando Resultados!” e reunirá os participantes do Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos), e as comunidades do entorno das centrais de recebimento de embalagens vazias para compartilhar os resultados e benefícios gerados por esse sistema, que é referência no país e no mundo.

A ARDEL (Associação das Revendas de Defensivos de Laguna Carapã), celebra a data e os números da associação. Segundo o presidente da Ardel, o engenheiro agrônomo Adilson Penzo, a associação envia para a central em Ponta Porã cerca de 50 toneladas de embalagens vazias por ano, “é um trabalho de conscientização, que começa desde a venda, até a aplicação dos produtos no campo, onde os agricultores precisam fazer a tríplice lavagem corretamente para que o material seja destinado de maneira adequada, atendendo a legislação ambiental”, salientou Adilson.

Sobre o Dia Nacional do Campo Limpo

O Dia Nacional do Campo Limpo foi instituído no calendário brasileiro em 18 de agosto, por meio da Lei Federal 11.657 de 16 de abril de 2008. Desde então, mais de um milhão de pessoas, de todo o país, já participaram das comemorações. A celebração da data é realizada pelas centrais de recebimento de embalagens vazias, com apoio do inpEV, seus associados fabricantes de defensivos agrícolas, entidades representativas do setor (Abag, Aenda, Andav, Andef, Aprosoja, CNA, OCB e Sindiveg), organizações públicas (governo municipal e estadual) e privadas, além de outros apoiadores locais.

Sobre o inpEV
Há 16 anos, o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) atua como núcleo de inteligência do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

Sobre o Sistema Campo Limpo
O Sistema Campo Limpo tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) para realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.

Em Laguna Carapã, o recebimento e destinação das embalagens vazias de agroquímicos é realizada pela ARDEL (Associação das Revendas de Defensivos de Laguna Carapã), que recebe o material e faz a triagem do mesmo, enviando depois para a Central de recebimento na cidade de Ponta Porã, que prensa todo o material recebido e envia para a reciclagem ou para a incineração.

Cerca de 95% do material recebido pelo Sistema pode retornar ao ciclo produtivo como matéria-prima de outros produtos. Isso corresponde ao percentual médio de embalagens passíveis de reciclagem: embalagens plásticas laváveis que tenham sido corretamente lavadas após a utilização no campo, as de papelão e as metálicas. As embalagens não laváveis (cerca de 5% do total comercializado) e aquelas que não foram devidamente lavadas pelos agricultores são encaminhadas para incineradores credenciados.

Responsabilidades compartilhadas

A Lei federal nº 9.974/00 instituiu o conceito de responsabilidade compartilhada entre os agentes da cadeia agrícola no processo de recebimento e destinação final das embalagens vazias de defensivos agrícolas e determinou os papéis específicos de cada um. A criação do inpEV, como núcleo de inteligência do Sistema Campo Limpo, possibilitou integrar os diferentes elos e orientar o ciclo das embalagens pós-consumo desde o campo até a destinação final.

Agricultores
Lavar, inutilizar e armazenar temporariamente o material, conforme orientações técnicas;
Devolver as embalagens no local indicado na nota fiscal;
Guardar o comprovante de devolução (fornecido pelo canal de distribuição) por um ano.

Canais de distribuição e cooperativas
Indicar na nota fiscal o local para devolução da embalagem pós-consumo;
Receber e armazenar adequadamente o material;
Emitir comprovante de devolução aos agricultores;
Educar e conscientizar produtores sobre a importância de seguir os procedimentos corretos e participar da logística reversa.

Indústria fabricante (representada pelo inpEV)
Retirar as embalagens armazenadas nas unidades de recebimento;
Dar a correta destinação ao material (reciclagem ou incineração);
Educar e conscientizar produtores sobre a importância de seguir os procedimentos corretos e participar da logística reversa.

Poder público
Fiscalizar o cumprimento das atribuições legais dos diferentes agentes;
Conceder licenciamento às unidades de recebimento;
Educar e conscientizar produtores sobre a importância de seguir os procedimentos corretos e participar da logística reversa.

 

Redação Laguna News com INPEV

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