27/03/2017 08h45

FAB revela detalhes de megaoperação contra tráfico de drogas em fronteiras

Foto: Rodrigo Grando/TV Morena Diversos tipos de aeronaves estão sendo usadas no combate aério ao narcotráfico

Nos últimos dias os céus de Laguna Carapã foram palco da simulação da operação da FAB, com diversas aeronaves cruzando o espaço áreo da cidade, causando curiosidade e até mesmo espanto em alguns populares.


 

A Força Aérea Brasileira revelou ontem, em Dourados, detalhes da megaoperação Ostium, criada para fechar o cerco contra voos irregulares ligados ao narcotráfico que adentraram o território brasileiro.

Além de radares em solo, as equipes ainda contam com aeronaves especiais. Entre os modelos estão helicópteros de combate AH-2 Sabre e H-60 Black Hawk, caças A-29 super tucano e aeronaves remotamente pilotadas (não tripuladas) RQ-450, popularmente conhecidas como "drones".

A operação foi apresentada na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, de forma simulada, para mostrar na prática como funciona o trabalho. Após detectar uma aeronave suspeita, o primeiro passo, de acordo com protocolo da Aeronáutica, é o controlador de tráfego aéreo acionar o piloto de defesa aérea.

Já no ar, o piloto faz o reconhecimento do avião suspeito e orienta o pouso. Quando obedecido, são tomadas medidas em solo. Quando isso não acontece, o piloto da Força Aérea poderá receber a autorização para proceder com tiro de aviso - que não atinge o avião. Caso a intimidação não surta efeito, o interceptador poderá receber nova autorização para atirar contra a aeronave.

Essa é a primeira vez que a aeronáutica realiza sozinha uma megaoperação, segundo a própria Força Aérea. As outras, das quais a FAB participou, não tinham apenas o ar como foco, mas também ambientes aquáticos e terrestres - um exemplo é a operação Ágata.

Campo Grande e Dourados estão servido de base para os militares em Mato Grosso do Sul envolvidos na Ostium. O serve para reforçar ainda mais o espaço aéreo nacional para desaticular o tráfico de drogas, que, de acordo com a FAB, tem optado por voos devido a operações frequentes por terra e água, realizadas pelo Exército e Marinha, respectivamente.

A operação Ostium se estende por 8.500 quilômetros: desde as regiões de fronteira de Mato Grosso do Sul ao Rio Grande do Sul. O trabalho está previsto para durar até o final do ano.

 

G1 MS

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