24/08/2018 09h21

Durante protesto no Paraguai, pai de estudante brasileira morta cobra justiça: "Espero que as autoridades despertem"

Foto: Arquivo Pessoal Protesto Paraguai contra a morta da estudante brasileira

Emocionado, Raniel Corte afirmou que é preciso se despertar para o combate à violência. Estudante brasileira foi morta a facadas no Paraguai.
 

O pai da estudante mato-grossense Erika de Lima Corte, de 29 anos, que foi assassinada em Pedro Juan Caballero, participou de uma manifestação na cidade paraguaia nessa quinta-feira (23). No mesmo dia, amigos e familiares fizeram uma vigília em homenagem a Erika em Pontal do Araguaia, a 518 km de Cuiabá.

Raniel Corte cobrou justiça e disse que a morte da jovem poderá servir de 'exemplo' para que estudantes brasileiros tenham mais segurança nos outros países.

“Espero que isso crie um fato para que as autoridades se despertem. Esses jovens, que são o futuro do nosso país, estejam fazendo curso com garantia de segurança, no mínimo”, declarou o pai da jovem brasileira.

Os manifestantes se concentraram na frente da universidade onde Erika estudava medicina. Os pais de Erika, que estão em Pedro Juan Caballero acompanhando as investigações do caso, se juntaram aos colegas estudantes dela, e foram para as ruas, pedindo justiça.

Raniel é ex-prefeito de Pontal do Araguaia. Muito emocionado, afirmou que é preciso se despertar para o combate à violência.

Entenda o caso
A estudante de medicina Erika de Lima Corte, de 29 anos, foi morta na madrugada do dia 20 de agosto em Pedro Juan Caballero no Paraguai.


Erika Corte foi morta em Pedro Juan Caballero, onde estudava medicina  (Foto: Reprodução/Facebook) 

 


Segundo a perícia, o corpo tinha marcas de 19 perfurações na região do tórax e pescoço. De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela polícia de Pedro Juan Caballero, o corpo foi encontrado pela colega de faculdade que dividia a casa com a jovem.

Erika é filha do ex-prefeito de Pontal do Araguaia, onde a família mora. O corpo foi levado na câmara de vereadores da cidade, e enterrado na terça-feira (21) em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, onde fica o jazigo da família.

Suspeito preso
A polícia paraguaia prendeu Cristopher Irala, de 27 anos, suspeito de ter participação na morte da jovem. Ele estava preso em Pedro Juan Caballero.

De acordo com o Ministério Público do Paraguai, que conduz essa etapa das investigações, Cristopher ficará preso até a elucidação do caso.

Ele foi levado para o presídio de Concepción, no Paraguai, nesta quinta-feira (23). A justiça acatou o pedido do advogado de defesa que alegou que ele correria perigo em Pedro Juan Caballero.

G1

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