29/12/2017 10h11

Preso no Paraguai, brasileiro "barão do tráfico da fronteira" é extraditado

Desde 2010, o governo brasileiro pedia a extradição de Jarvis Pavão, mas o traficante continuava cumprindo pena no Paraguai.

Um traficante brasileiro, considerado muito perigoso, foi extraditado nesta quinta-feira (28) do Paraguai.

O medo de uma ação de traficantes levou a polícia paraguaia a reforçar a segurança. Usando capacete blindado e colete a prova de balas, o brasileiro Jarvis Pavão foi levado de helicóptero de Assunção até a cidade de Luque, no Paraguai. Escoltado por policiais brasileiros, paraguaios e da Interpol, Pavão embarcou em um avião da Polícia Federal brasileira.

Jarvis Pavão é considerado o último dos barões do tráfico na fronteira do Brasil com o Paraguai e dominava a distribuição de cocaína. Ele está condenado a 17 anos e 8 meses de prisão no Brasil por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Desde 2010, o governo brasileiro pedia a extradição de Jarvis Pavão, mas o traficante continuava cumprindo pena no Paraguai, onde também tinha uma condenação pelos mesmos crimes e, no país vizinho, mesmo preso, ele mantinha o poder e o domínio do tráfico.

No presídio em Assunção, o traficante brasileiro tinha regalias. Transformou a cela em um apartamento luxuoso. Há suspeita de que ele tenha financiado o atentado que matou o traficante brasileiro Jorge Rafat, em 2016, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Em 2017, a polícia trouxe ao Brasil outro traficante, Marcelo Piloto, que passou cinco anos escondido no Paraguai e mandava armas e drogas para o Rio de Janeiro.

Jarvis Pavão foi levado para o Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde já cumprem pena os traficantes Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP de uma facção rival. A Polícia Federal quer evitar uma nova disputa pelo domínio do tráfico.

“Ele tem um poder, não só um poder econômico muito forte, mas uma estrutura que dá apoio a ele muito forte fora da cadeia. Isso significa que ele estando no Brasil nós temos que ter o maior cuidado de isolar o máximo possível ele e tentar tirar esse poder de articulação que esses líderes conseguem manter mesmo presos", disse o superintendente da PF em Mato Grosso do Sul, Ricardo Cubas.

Jornal Nacional

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