09/02/2017 13h43

Lava-Jato: réu em ação por obstrução de Justiça, Lula vai depor em 14 de março

Audiência estava prevista para 17 de fevereiro, mas foi adiada a pedido da defesa
  
POR ANDRÉ DE SOUZA 


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai depor na Justiça Federal de Brasília no dia 14 de março. Ela prestará esclarecimentos na ação em que é réu, acusado de ter tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Inicialmente, ele falaria no dia 17 de fevereiro, mas o depoimento foi adiado a pedido da defesa do ex-presidente em razão do falecimento recente de Marisa Letícia, mulher de Lula.

Lula e mais seis pessoas, incluindo o ex-senador Delcídio Amaral e o banqueiro André Esteves, são acusados de ter tentado comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que estava negociando uma delação com o Ministério Público Federal (MPF). Delcídio chegou a ser preso por isso. No fim, Cerveró e, posteriormente o próprio Delcídio, se tornaram delatores e passaram a colaborar com as investigações.

"Defiro o pedido da defesa e designo o dia 14/03/2017 às 10h para o interrogatório do acusado Luiz Inácio sem prejuízo da realização do interrogatório dos demais denunciados já marcado para o dia 17/02/2017", diz trecho do despacho do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Além de Lula, Esteves e Delcídio, também são réus o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula; o filho dele, Maurício Bulai; Diogo Ferreira, ex-assessor de Delcídio; e Edson Ribeiro, ex-advogado de Cerveró.

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Delcídio foi preso em novembro de 2015 após ser flagrado em gravação tentando comprar o silêncio de Cerveró. Posteriormente, ele se tornou colaborador e foi solto. Em sua delação premiada, o ex-senador acusou Lula de participação na tentativa – frustrada – de derrubada da delação de Cerveró. Segundo Delcídio, o ex-presidente agiu para que a família Bumlai interferisse – inclusive financeiramente – nos rumos da colaboração do ex-diretor da Petrobras.

Delcídio disse ter procurado Maurício Bumlai e obtido repasses em dinheiro vivo. O próprio senador disse ter feito um repasse de R$ 50 mil ao advogado de Cerveró, Edson Ferreira. Os dados bancários mostram uma movimentação financeira pouco antes dos repasses em dinheiro vivo, conforme a denúncia.

Ainda segundo a delação, André Esteves participou da trama. A assessoria do banqueiro alega que, depois disso, em 16 de maio deste ano, em entrevista ao programa "Roda Viva", Delcídio isentou Esteves de culpa.

 

O Globo

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