28/03/2019 09h11

Bem-estar do gado influencia a qualidade da carne

A consistência, textura, cor, pH e retenção de água da carne são afetados pelas condições de reprodução, transporte e abate de bovinos.

Foi isso que afirmaram Carlos Alfredo Cedeño Palacios, doutorando em Ciências Agrárias pela Universidade Nacional da Colômbia (UN) e Palmira Headquarters, que estudou as práticas de bem-estar animal deste setor em Manabí, no Equador.

Manabí lidera a produção de gado na costa equatoriana, já que 40% de seu rebanho são usados para processamento de carne.

Pesquisas anteriores haviam identificado deficiências graves nessa cadeia de produção, associadas a práticas incorretas de manejo.

Por esse motivo, o pesquisador avaliou as práticas nos diferentes elos e constatou que as fazendas não atendiam a 50% dos critérios de bem-estar, 60% no transporte, entre 80% e 90% nos abatedouros e 45% da distribuição.

"Se levarmos em conta que acima de 40% já é considerado um alto nível de não conformidade, podemos concluir que em Manabí há uma deficiência marcante na aplicação de práticas de bem-estar animal em bovinos destinados à produção de carne", diz.

Os indicadores estão correlacionados com o fato de que os valores de pH, retenção de água, cor e textura da carne produzida estão fora dos limites estabelecidos pela literatura científica, detalhadamente.

"O pH condiciona os demais valores e, como resultado, observamos carnes duras e escuras que não são de qualidade para consumo humano", comenta.

Como ele explica, existem muitas práticas elementares de bem-estar animal desde a criação nas fazendas ou unidades produtivas, até o cuidado no sistema de alimentação por pastoreio.

"Ficou provado que o confinamento em currais é um tipo de pecuária intensiva que se não for feito com a diligência correta, deteriora a qualidade de vida do gado", conclui.

Agrolink

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