27/08/2018 16h00

Fazenda Santa Maria é invadida por grupo de indígenas, em Carapó

Foto Caarapó Agora Mesmo grupo tentou invadir a propriedade em 2017 e foi contido pela Força Nacional

Trabalhadores alegam que ficaram reféns de índios, da etnia Guarani Kaiowá 

A Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) confirmou nesta segunda-feira (27), a invasão acontecida no fim da tarde de ontem (26), no município de Carapó. Cerca de 80 indígenas, da ladeia Tey Kue, (etnia Guarani Kaiowá) adentraram a fazenda Santa Maria e fizeram os funcionários reféns.

O monitoramento feito pela federação revela que atualmente, as invasões de áreas rurais regularizadas em Mato Grosso do Sul totalizam 143 invasões, das quais 21 aconteceram na cidade de Carapó.

"São ocorrências que evidenciam a insegurança jurídica vivenciada há décadas em nosso Estado, resultante da falta de uma resposta definitiva, por parte do Poder Público, que garanta a pacificação no campo", informa o documento oficial.

HISTÓRICO

De acordo com apuração do site Carapó News, os índios Guarani Kaiowá invadiram a propriedade Santa Maria e fizeram os funcionários reféns, os quais só foram liberados após negociação com a Polícia Militar.

Testemunhas informaram que o grupo chegou ateando fogo nas habitações e alguns moradores não conseguiram levar sequer pertences pessoais.

Participaram da ocorrência, três camburões da PM (Dourados e Laguna Carapã) com seis militares e as vítimas alegaram que o número de militares foi muito pouco para controlar o ânimo dos invasores e funcionários. 

Outra informação divulgada é de que o mesmo grupo de indígenas tentou invadir a propriedade em julho do ano passado, porém, desistiu com a chegada da Força Nacional e policiais militares de Caarapó.

"A Famasul defende a obediência à lei sem exceção e, por isso, refletimos na ausência de medidas equiparadas para os dois lados dessa questão, uma vez que todos os conflitos fundiários registrados em Mato Grosso do Sul são consequências de invasões de propriedades privadas. Além de comprometer a preservação do Estado de Direito, a repetição e permanência dessas invasões potencializam a tensão social e a descrença dos Poderes Constituídos", finaliza a nota.

*Com informações da Assessoria de Comunicação Famasul

Correio do Estado

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