28/08/2018 07h06

Índios invadem fazenda, fazem reféns, roubam porcos e ateiam fogo: "Ameaçaram muito", diz uma das vítimas

Fotos: PM Imagem feita pela equipe do helicóptero da PM

Polícia de MS foi ao local e confirmou presença de 50 índios Guarani Kaiowá. Um deles "investiu" contra equipes e levou um tiro de bala de borracha, sendo preso em seguida.
Por Graziela Rezende, G1 MS

 


Invasão a uma fazenda em Caarapó, a 264 km de Campo Grande, resultou na prisão de um indígena que resistiu contra a ordem dos policiais. Segundo o registro da ocorrência, feito na madrugada desta segunda (27), cerca de 50 índios da etnia Guarani Kaiowá chegaram no local por volta das 9h30 (de MS) de ontem. Eles cercaram a sede, atearam fogo na pastagem ao redor, levaram porcos do chiqueiro e ainda realizaram disparos de arma de fogo.

Ao G1, o capataz da fazenda, que prefere não se identificar, ressaltou os momentos de tensão. "Eles ameaçaram muito. Chegaram, rodearam a casa e queriam entrar de todo jeito. Escutamos tiros, deu muito medo", comentou.

A reportagem tentou contato com o delegado Anezio Rosa, de Caarapó, mas ele não atendeu nossas ligações. Encaminhamos pedido de retorno à Fundação Nacional do Índio (Funai) e aguarda retorno.

Três mulheres, que seriam familiares das vítimas, estiveram na delegacia para denunciar o crime. Elas disseram que receberam ligações do proprietário da fazenda, avisando que 20 indígenas estavam no local e as vítimas eram mantidas reféns. A polícia pediu reforços e, chegando lá, confirmaram que o número de indígenas já chegava a 50 pessoas.

Os grupos, munidos de arco e flecha, foices, facas e, segundo as vítimas, armas de fogo, correram para dentro do imóvel. Os policiais tentaram negociar, ainda segundo a ocorrência. No entanto, um deles "investiu" contra e recebeu gás de pimenta e lacrimogêneo, sem sucesso. Os policiais então efetuaram disparos de balas de borracha, atingindo o suspeito.

Ele foi preso e levado para sede da delegacia, em Caarapó. As vítimas então foram retiradas da propriedade rural e os indígenas permaneceram no limite da fazenda. O caso foi registrado como cárcere privado, roubo e desobediência. No caso do suspeito preso, ele passou por exames de corpo de delito e terá o agravante de desobediência.

G1

Vídeos

  • Acompanhamento de safra do milho com João Firmino, Presidente do Sindicato Rural
  • Presidente do Sindicato Rural fala sobre atraso da Colheita devido a chuva
  • Invernada Juvenil do CTG Recanto da Laguna

Agenda

Publicidade