24/11/2016 11h16

Infectologista alerta para epidemia de chikungunya e zica

Sem ocorrência em MS e sem vacina, chikungunya é risco potencial durante o verão. Outro vírus, o Mayaro, também poderia ser veiculado pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti

 

O infectologista Rivaldo Venâncio alerta para o risco iminente de epidemia de chikungunya e zica, em Mato Grosso do Sul. Segundo o médico, que também atua junto aos organismos de saúde, já são 250 mil casos de chikungunya, registrados neste ano de 2016 em todo país.

Como não correu em MS e não existe vacina, a população de Mato Grosso do Sul está vulnerável ao vírus que é recente no Estado mas já vem circulando há dois anos no Brasil.

Durante entrevista esta manhã ao Bom Dia MS, o infectologista alertou para o período de chuvas e altas temperaturas, que será mais intenso no verão perto de começar.

Segundo ele, o sistema de saúde pública vai ter muito trabalho, já que o chikungunya pode provocar manifestações clínicas por até um ano, ou seja, o paciente vai retornar quase que semanalmente às unidades de saúde por conta dos sintomas recorrentes.

Rivaldo Venâncio também alerta para um novo vírus o mayaro que já circula no Brasil há décadas; é "primo-irmão" da chikungunya e zica, e supostamente também estaria sendo veiculado pelo mesmo vetor destas duas viroses, além da dengue, febre amarela urbana, e outras. Conforme o infectologia, pesquisas apontam que, paulatinamente, o mayaro pode estar sendo veiculado pelo Aedes aegypti.

Dourados já registrou, este ano, cinco mil casos de dengue e, durante esta semana, agentes de saúde estão intensificando ações no centro e bairros. Amanhã, sexta-feira, é o Dia D com ações no centro da cidade, onde haverá blitz educativa, palestras, exposição de maquetes e panfletagem em escolas, indústrias, comércios, shopping, terminal de transbordo, rodoviária, com um ponto de apoio na Praça Antônio João.

No sábado, 26, será realizada ação no Jardim Água Boa. A concentração acontece na Escola Estadual Antônia da Silveira Capilé, a partir das 7h. Conforme nota da prefeitura, o imóvel em situação crítica, não atendendo as solicitações previstas na Lei Municipal nº 3965 de 11 de fevereiro de 2016, será notificado e estará sujeito a multa.

Dourados Agora

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